Os servidores das 27 Assembleias Legislativas podem chegar a 50 mil pessoas. A informação foi dada na tarde desta quinta-feira (28) pelo presidente da Federação Nacional dos Servidores dos Poderes Legislativos Federal, Estaduais e do Distrito Federal (Fenale), João Moreira, durante o painel "Poder Independente, Servidor Respeitado", que faz parte da programação da 13ª Conferência Nacional da União dos Legislativos Estaduais, que acontece em Belém até sexta-feira (29), no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
Na carta aberta entregue durante o evento, os servidores dos Legislativos Estaduais reivindicam um tratamento respeitoso. "A Fenale vem a público enfatizar que não compactua com os desmandos de parte da classe política em todas as esferas da administração pública e reafirma a sua luta contra tais práticas e a defesa da absoluta transparência de todos os atos públicos", diz a carta.
"A intenção de fazer este levantamento, que inclui o número de servidores, é mostrar transparência", afirmou Gaspar Bissolatti Neto, secretário geral da Fenale. Os números são incompletos porque a entidade não sabe precisar quantos, destes 50 mil, são efetivos, comissionados ou temporários.
Gaspar Neto disse ainda que a coleta de informações é difícil, porque algumas Assembleias Legislativas tratam do tema como assunto sigiloso.
Ausência - A grande ausência no segundo dia da Conferência dos Legislativos Estaduais foi do governador de São Paulo, José Serra, que participaria da mesa de debates sobre o tema "Uma Visão Geral da Saúde no Brasil". Segundo Renilson Rehem, assessor do Governo de São Paulo, o governador está gripado e por isso pediu para ser substituído no evento.
A coordenação da Conferência só foi informada da ausência de José Serra meia hora antes do início da palestra.
Renilson Rehem falou sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), implantado há 20 anos no país. "Temos números favoráveis", afirmou, citando que o programa de combate à Aids é considerado o melhor do mundo e que o Brasil é o segundo em volume de transplantes, realizando 110 mil por ano.
Segundo ele, o índice de mortalidade infantil no primeiro ano de vida também foi reduzido. Em 1990, em cada mil nascimentos, 47,1% resultavam em morte. Até 2007, esse percentual foi reduzido para 19,3%. "Na Região Norte caiu de 47,9% para 21,7%", afirmou.
A Conferência prossegue nesta sexta-feira (29) com o debate sobre o pré-sal, abordando o tema "O Petróleo e a Soberania Nacional". O encerramento será às 18 horas.
Edir Gillet - Secom
Fonte: http://www.agenciapara.com.br/exibe_noticias_new.asp?id_ver=45646